Friday, 24 January 2025

La Instruanta Silento

 Dear K,

I do not know if these words will ever reach you, and perhaps that is for the best. Yet, here I am once more, compelled by some unseen force to write on this day, as I have every year since we parted ways. It has become a ritual, a habit that lingers despite the passing years, like the lingering scent of old books in a library—unchanged, unwavering. But unlike the past letters, this one is not a plea, nor a lament. It is, instead, a quiet confession and a final acknowledgment of what once was.

It is peculiar how the mind clings to memories, curating a museum of moments, some vivid, some blurred at the edges. I still remember you in your bright-colored All-Star sneakers, the jeans that bore the wear of time, and that Deep Purple shirt—a color between indigo and violet, a shade that perhaps only you could pull off with such casual grace. I see you as the girl who walked with effortless confidence, carrying books in your arms, speaking about words in ways I barely understood. Your passion for language, your devotion to Esperanto, the precision with which you wielded words, it all fascinated me. Se vi perdis la vojon, ne perdu la esperon; eĉ la ombroj servas al la lumo. I wonder if you still recall phrases like these, or if they have faded as I have faded from your life.

I was once both your friend and your lover, but above all, I was a fool. The jealousy, the possessiveness, the unrelenting need to anchor something that was meant to be free—these were my failings. I wounded you not with words, but with the weight of my insecurities, the chains of my own selfish love. And for that, K, I am sorry. No apology, however, can erase what was done. No amount of regret can restore what was lost.

I know you have long since turned away, that you no longer read my words, and in truth, that is a mercy. You should not have to carry the weight of my grief or my reminiscence. If I were to be honest, I ceased writing altogether, not only to you but to the world, for I have come to believe that I have no gift beyond causing harm. What talent I thought I had was nothing but an illusion, and in that illusion, I lost you.

Perhaps we have become strangers in all but memory. The boy you once knew and the woman you have become—two beings who no longer recognize each other, shaped by time and distance into something unrecognizable. And yet, despite the chasm between us, despite the silence, I find myself here, repeating these words like an echo from a distant past.

Every year, I have written. Every year, I have surrendered to the urge to speak to you in the only way left to me. But I suspect that I have said all of this before. It is a cycle, a ritual as predictable as the rising sun. And yet, I do not expect an answer, nor do I desire one. The only thing I wish for is your happiness—pure, untainted, and undisturbed by ghosts of the past.

Good memories remain untouched by regret, though they are accompanied by the immutable truth that we cannot rewind time, cannot undo the damage we inflicted. All we can do is carry them, cherish them, and move forward with the knowledge of what was.

If these words ever reach you, may they find you in joy, in health, in a life free from the burdens I once placed upon you. May you be surrounded by kindness, by love that does not bind but liberates.

You once told me that I would find the solution to my problems, and in the last moment we spoke, you gave me nothing but silence. It was the hardest lesson I have ever learned, and yet it was the most necessary. That silence was the greatest teacher I have ever known. Through it, I learned discipline, acceptance, and suffering. Through it, I found my path, and in that path, I found faith.

I still have your green sweater, the one that carries the scent of time and of a past life. And I still have the scarf you made for me, the one you carefully wove with imported wool. These are relics now, fragments of a history that no longer belongs to the present.

Wisdom is a path walked slowly, and under this sun, all suffering has been felt before by others. There is nothing new in pain, nor in regret. There is only the endurance to bear it, and the resilience to continue.

I still listen to those songs, the ones that colored the backdrop of our time together—These Eyes, Come Undone, Burn, Child in Time. And yes, even Nine in the Afternoon and Suddenly I See, though I imagine you have long since left them behind. Tonight, before I sleep, I will listen to Battery one last time, a song that once intertwined with our kisses in a moment of reckless eternity.

I have not loved another since you, but do not grieve for that. Love, in its truest form, is rare, and for me, it came only once. And that is enough. I no longer search, no longer expect.

I was never good for you, and I know this now as I did not know then. But now, above all else, I fear the Lord. In Him, I have found the understanding I lacked. He, the Almighty, has shown me that everything has a purpose under this sun, that all things have their time, and ours has long since passed. My greatest sin was loving you more than I loved Him, and for that, I have repented. We all have our own journey, our own story to tell, and mine will be one of faith and redemption.

So thank you, K. Thank you for existing, for being the brightest star in a part of my life that once felt endless. Thank you for what you taught me, not only when we were together, but more so in the silence that followed. In that silence, I found understanding, and in that understanding, I found my path.

Your silence must be honored, for it has been the greatest lesson of my life. And so, I write these words not to you, but to the wind, to the void, to the echoes of a time long past.


Be well, be happy, be at peace.


With nothing but respect and silent gratitude;


C. H. Barbosa

Tuesday, 27 February 2024

Feitiço

 Eu sei que você ainda anda fazendo feitiços e usando de magia barata para tentar me atacar. Você quer que eu morra. Pois saiba que eu não tenho medo de morrer. E eu vou morrer. Quando o criador do universo, o mestre de todo o conhecimento, o soberano de todo o poder quiser. Deus está comigo em todos os momentos. Se eu morrer, estarei com ele, como estive durante a vida. 

Eu sei sobre as suas magias baratas por causa de alguns sinais: ataque de animais peçonhentos durante o sono. Eu tenho corpo fechado, essas coisas não acontecem comigo. Andei meio distraido com a minha fé e essas coisas podem acontecer. 

Rato dentro de casa. O seu ódio é tão grande que invoca as criaturas das profundezas para me atormentar dentro de casa. Fazia mais de ano que eu não via um rato dentro de casa. Quando eu vejo um, já sei que é alguma das suas artimanhas. 

E uma notícia inesperada, um amigo me disse que te viu num programa de televisão hoje cedo. Então, só me restou conectar os pontos: um animal peçonhento me pica durante a vigília. Um rato entra na minha casa. E uma notícia sua chega aos meus ouvidos. 

Pois que fique bem claro que eu não tenho medo de você. Não tenho medo de espíritos e de nada que possa existir nesse mundo, pois sou protegido e guardado por Deus. E digo que em contrapartida lhe desejo muita saúde, muita paz, muita felicidade e que você possa viver muito nesse mundo. 

Apesar de você ter me feito muito mal, eu aprendi com o rei Davi que se deve pagar o mal com o bem. E é sempre o que eu faço. A partir de agora muito mais por você, pois você vive na escuridão e eu tenho pena de uma alma perdida no mundo. Uma alma que não tem objetivo, sedenta de ódio e consumida pela vingança, que deseja descontar as frustações de toda uma vida em um sujeito.

Não sou inocente, não sou santo, mas estou com Deus. Que a palavra de Cristo esteja sempre viva e ardente no meu coração. Porque assim como o anjo Miguel eu reprimo toda e qualquer malícia que venha da sua parte ou da parte de qualquer um. Só há um poder nesse mundo: o amor.

O amor quebra qualquer corrente, fecha qualquer ferida, cobre de luzes um céu cheio de penumbra. E a fé que é irmã do amor acompanha aqueles que querem fazer o bem. Aqueles que não abrem a boca para desejar o mal dos outros. Aqueles que só desejam o bem, principalmente dos inimigos.

Pois eu entrego você e o seu mentor espiritual nas mãos de Deus. Pai todo poderoso, criador das estrelas que brilham no céu, formador de galáxias, poço de eterno amor, tome conta dessa moça, faça ela andar pelo caminho certo, faça que ele me esqueça.

Deus pai todo poderoso, que criou o céu e a terra, que esteve aqui antes, agora e depois, me proteja de todo e qualquer mal! Me guie pelo caminho da justiça, que sua mão se estenda a mim e me cure de qualquer injúria. Abenço, amado pai todo aquele que deseja praticar o mal, pois ele não sabe o que está fazendo.

Acha que o sofrimento é apenas aqui nessa vida insignificante que nós temos. Pai, mostre a eles, durante os sonhos os terrores do inferno. Como deve ser terrível a condenação e danação eternas!

Não quero que você sofra, quero que esteja bem. Em paz. Tranquila e que me esqueça. E o que Deus programou para ser meu, nem você, nem o Diabo, nem ningué na face do universo podem retirar. Esteja ciente disso e que toda e qualquer maldade que tenha sequer pensado a meu respeito volte para você em riqueza, em saúde, em disposição, em amor. 

Eu desejo tudo de melhor pra você, que todo o mal que você me fez seja retribuído em forma de amor. Pois não se apaga fogo com gasolina e sim com água. Não quero falar contigo, mas está perdoada. João me ensinou que devo me apartar do mal. Eu não nenhum santo, nem quero ser, mas quero estar ao lado de Cristo em todos os momentos da minha vida.

Enquanto escrevo este texto, um rato tenta forçar a entrada pela porta da minha casa, que agora está protegida. E eu faço uma oração, em nome do Senhor, para afastar todo e qualquer mal que queira entrar na minha casa, para perturbar a minha paz, tirar a minha saúde e o meu sossego.

O que é meu vai ser meu, eu não quero saber de você. Não quero ouvir notícias suas. Não quero que sequer ouse pensar em mim. Quiça abrir a boca para citar o meu nome. Que Deus guarde você e a proteja de todo e qualquer mal. Para isso, estarei orando em silêncio todos os dias. Para pagar o mal com o bem. Para apagar essa fogueira de ódio e ressentimento. Para que o perdão se torne esquecimento. 

Suas blasfêmias não incomodam a Deus. Porque ele sabe que como você há muitos ignorantes aqui na terra e que no fim, sua ignorância será perdoada. Você não sabe nada, pois esse mundo é muito pequeno perto da grandeza infinita do brilho das galáxias. Tudo isso criado pelas mãos de Deus. Que lhe deu o livre arbítrio, até para você maldizer a obra dele. Isso tem trazido felicidade para você? Mudou a sua vida? 

Não me incomode, porque tenho certeza das coisas que anda fazendo. Se não fez um trabalho mecânico para trazer a iniquidade à minha tenda, anda pensando coisas más sobre mim. E essa energia irá voltar para você em forma de amor, contanto que você pare de fazer isso. Pois eu não desejo mal nenhum à você, desejo apenas que me esqueça. Caso você não pare, lembre que estará nas mãos de Deus, e ele é capaz de te mostrar de várias maneiras que você não é nada além do que pó.

Do pó você veio e para o pó voltará. Ninguém é melhor do que ninguém, eu também sou pó, mas eu sei disso. Sei que vou devolver para a natureza a matéria que me prendeu e me criou. E não estou preocupado com isso, o que tiver que ser, será, em nome do Todo Poderoso, amém!

Glórias ao senhor, porque a Ele pertence todo o poder e sabedoria. Glória ao Pai que criou tudo, Glória ao filhou que morreu na cruz mesmo sem ter pecado para nos salvar, e ao Glória ao Espírito Santo que convive conosco todos os dias e nos abençoa com os seus dons. 

Hoje você ri das maldades que faz. Pois você ainda não sabe o que tristeza. Você também não sabe o que é amor. E isso me deixa triste. Mas ao mesmo tempo eu tenho uma fé inabalável Naquele que tudo criou.

Jesus Cristo, eu invoco o seu nome nesse momento de dificuldade, para curar todas as chagas que estiverem em mim e para curar aqueles que pensam mal a meu respeito. Mostre a eles pai, o poder do amor. Mostre a eles, amado irmão, que a fé pode mover montanha, como Moisés abriu o mar vermelho.

Obrigado Deus por mais um dia de vida. Peço perdão pela minha ignorância e pelos meus pecados. Espero que possam ser redimidos. Peço a sua proteção. Que a sua mão me guie pelas horas boas e ruins dessa vida. Que eu aceite a dor com a mesma vontade que aceitei a saúde. Que eu saiba viver em solidão, pois já vivi na companhia de muitas pessoas. 

Obrigado Pai, por eu ter acordado e vivido mais um dia. Obrigado por nada me faltar, nem comida, nem teto, nem amigos sinceros e que estão no caminho do Senhor. Obrigado Pai! 

Wednesday, 14 February 2024

Feliz aniversário

 Não sei se você está fazendo 17 ou 18 anos. De qualquer maneira lhe desejo os mais sinceros parabéns. Que você continue descontraída, inteligente, disciplinada e com foco na vida. Por questões sociais e pessoais não podemos ser amigos.

Mas poderiamos ser grandes amigos se a sociedade não fosse tão mascarada e hipócrita. Não preciso te ensinar nada sobre esse assunto. Sabemos que sua mãe me odeia. E que com muito custo e força aplicava as táticas covardes de "gaslightining" contra mim. 

Caso você não saiba, "gaslightining" é uma estratégia psicológica de manipulação na qual uma pessoa tenta convencer a outra de que ela não é o que diz ser. Tenta implantar memórias, distorcer, enganar e fazer a outra pessoa acreditar, pela insistência que o que o agressor diz é, de fato, a verdade.

É uma tática horrível e covarde. Mas não quero falar sobre a sua mãe, que ela esteja a todo momento sob os cuidados de Deus, porque apesar dos pesares, ela acabou me ajudando. E sempre serei grato por isso, independente dos malefícios que essa ajuda veio a me causar. 

Em um mundo perfeito seríamos grandes amigos. Temos muitos interesses em comum, como cinema. Música. Desenho. Escrita. Mas quem vai acreditar que uma menina da sua idade pode ser amiga de um lobo de mais de 40 anos? Pega mal, então é melhor cada um ficar na sua. 

As pessoas têm a mente maliciosa e sempre imaginam o pior. E eu gosto de você do mesmo modo que gosto da sua irmã mais nova. Sua irmã mais nova sempre foi uma grande amiga minha, e isso irritava profundamente a sua mãe. A menina confiava em mim e me contava as coisas hediondas que sua mãe dizia a ela, tentando manipular a pequena contra mim. Por Deus, as crianças não são idiotas.

Quem dera eu tivesse um pouco dessa fagulha e argúcia do espírito leve e infantil. Desejo apenas o melhor pra vocês duas. Que você, amiga, possa encontrar alguém que te respeite. Que te trate com carinho. Que faça de você uma deusa encarnada na terra, porque você merece ser feliz.

Eu ficava muito triste quando você vinha com aquelas histórias sobre querer se matar. Sobre não querer viver muito. De que a vida e as pessoas não valem a pena. E você tem que acreditar, vale a pena. A vida não é apenas sofrimento e perda. Há algo de belo e inexplicável nessa trama arquitetada pelo universo que nos cerca.

Não precisa acreditar em Deus. Apenas olhe para o céu e veja a lua que você tanto gosta. Veja a lua e as estrelas e saiba que estamos apenas em uma galáxia. E que há praticamente infinitas galáxias. Que somos muito pequenos para ver o todo. Que sempre vai haver uma luz no vasto infinito e frio do espaço. As estrelas brilham. E você é uma estrela. Acredite apenas em você mesma. Não acredite em mim, na sua mãe, nos seus amigos da escola, nos seus professores: acredite em você mesma.

Acredite que você pode. Que você é uma vencedora. Que você enfrenta as dificuldades, sabe que elas virão, e que você as supera, uma por uma. Que você remove todo e qualquer obstáculo do seu caminho. Que você é a senhora do próprio destino. Eu acredito em você e na sua capacidade profissional. Você pode ser o que quiser, médica, advogada, desenhista, arquiteta, o que você escolher será seu.

Tire todo e qualquer pensamento ruim da sua mente. Abra os olhos porque você é linda por dentro e por fora. Não acredite naqueles que disserem o contrário. Você nasceu para ser feliz. E com fé em Deus, você será. Agradeço por ter conhecido uma pessoa tão jovem e inteligente. Isso não acontece todo dia.

Nunca fomos amigos porque as circunstâncias não permitiam. Eu era vítima de tortura psicológica. E vocês também eram. Ganhe o seu próprio dinheiro. Alugue ou compre a sua própria casa. Faça o que for preciso, mas não dependa da sua mãe, não dependa da sua mãe, não dependa da sua parceira. Dependa de você mesmo. Continue a construir um futuro de independência financeira para que não tenha que ouvir nada de ninguém. Que ninguém lhe diga o que fazer e quando fazer. 

Eu acredito em você e vou continuar acreditando. Que você, sua irmã mais nova e sua mãe estejam bem. Desejo para vocês apenas o melhor e não tenho nenhuma intenção de se aproximar ou tentar reatar amizade. O que está feito, está feito. E vamos continuar a vida. Mas se porventura, você é outra aquariana curiosa como a minha amada de tempos atrás e frequenta esse blog para saber isso ou aquilo, seja bem vinda. E um ótimo aniversário. Esse é o presente que lhe dou, pois não posso fazer mais nada.

E não espero nada de você em retorno a não ser que seja sempre feliz e seja sempre essa pessoa de personalidade que você é. Obrigado amiga, tudo de bom e um ótimo dia. 

Monday, 5 February 2024

Outras histórias quentes

Os dois estão dentro de um quarto branco. Com cortinas do tipo black-out. Há espelhos grandes em duas paredes. A luz é controlada por um dimer. Luz fraca, estão quase no escuro. Ela está descalça, com as unhas feitas e usando um vestido tubinho de cor preta, perto da janela, fechando lentamente as cortinas. Ele está sentado na cama e a observa feroz do outro lado do quarto. Sente o seu perfume quente que exala e toma todo o ambiente. 

O dimer estava regulado para uma luminosidade baixa, mas mesmo assim os cabelos cacheados dela balançam e brilham. Larissa Leone esboça um sorriso, mas logo fica séria. Caminha a passos lentos em direção a ele. Dança ao ritmo de uma bossa nova que toca bem baixo naquele quarto. 

Ela ameaça puxar a alça do vestido. Ele estremece com seu gesto, mas logo ela sorri e coloca a alça de seu vestido tubinho no lugar que estava. Ele tenta esconder que não sentiu nada mas o calor corrói por dentro de suas calças. Pedro Hoffman continua a fitar aquela moça. A desafiá-la com o olhar a tirar aquele vestido. 

Larissa não tinha pressa. De pouco em pouco, olhando dentro dos olhos de Pedro, ela começa a tirar o vestido. As nuances da lingerie começam a aparecer e mostrar os seios redondos como a romã. Cobertos pelo sutiã mas pulsantes, cheios de vigor. Cheios de vida e langor. Estão maiores do que o normal porque Larissa está repleta de prazeres. E sonhos. 

Naquele momento era como se as brasas ardentes do inferno queimassem no coração pulsante dos dois, mas ela era a Rainha das Profundezas Abrasantes. Ela era a dona daquele momento. 

Quando se aproxima de Pedro ele pode apreciar sua lingerie de renda vermelha translúcida. Deixava algo para a imaginação, algo para acontecer. Seus brincos de argola clássicos e prateados. O batom Red Diamond marca lábios grossos, desenhados, carnudos, criados por Deus e arquitetados pelo próprio Diabo. 

Os olhares estavam impregnados de calor, perigo e desejo. Ao pé da cama o par de sandálias de Larissa, imóveis. Pedro sentia um aperto forte dentro do peito, sua pressão subia. Seu coração palpitava. Poderia conter-se? Pedro tenta tocar sua pele morena e tenra, na altura da barriga lisa e dos quadris formosos como um violão, mas ela se esquiva, lhe dá as costas mostrando a outra parte voluptuosa de seu corpo.

O rabo dela era grande, duro e se movia como uma sinfonia enquanto ela lhe dava as costas. Paralisado, Pedro crescia. Seu coração batia cada vez mais forte. Sentia arrepios e seus pelos estava eriçados como um predador um pouco antes de atacar a presa. Mas quem era o predador e quem era a presa nesse quarto não sabemos. 

Larissa Leone joga os cabelos pelo ar e o perfume dela se alastra para o quarto, para a pele, as narinas até chegar dentro da alma de Pedro. Os cabelos dela eram longos e pareciam a tempestada mais branda quando moveram-se naquele gesto. 

À meia distância de Pedro ela começa a dançar. Seus movimentos inspiram. A respiração de Pedro está ofegante. Espassa. Passava a mão por todo o corpo, pelas coxas grossas. Pelo ventre. Pelos ombros. Tudo era um convite para o prazer. Ao tentar se aproximar ela o afastava com os pés. Ela lhe dá as costas e coloca as mãos para trás, ameaçando tirar o sutiã. E coloca suas duas mãos sobre o extensor e o abre e deixa solto, sem retirar. E dança de costas para ele, mostrando toda aquela exuberância de seu rabo. 

Pelo espelho que havia na parede Pedro podia ver a felicidade e êxtase no qual ela se encotrava. Larissa descia até o chão, segurando as alças do sutiã para não cair, pelo menos não cair nesse momento. Sua expressão o desafiava, o seduzia, o encantava e o levava a todo instante do céu até o inferno e do inferno até o céu. Que todos os bons momentos pudessem durar como esse! 

Ela morde a parte inferior do lábio enquanto se entreolham. Susurra levemente alguns versos da música que toca e passa os dedos nos seus lábios, coloca o próprio dedo dentro da boca e o suga. Depois passa o dedo pela boca de Pedro que sente o sabor daquele mel. Daquele narcótico que contagia todo o seu ser. 

Já não podia segurar por muito tempo. Larissa deixa cair o sutiã, e aperta os próprios seios, tenta escondê-los. Mostra apenas algumas partes, de lado. Pedro perde o controle e a agarra pelos quadris firmemente por trás. Encosta o quadril dela no seu e ela sente que ele está duro. Ereto. Isso a deixa ainda mais molhada. 

Assim, Larissa pega na mão direita de Pedro e conduz pelo seu corpo. Começa pelas coxas, passa pela lateral da bunda, sobe pelos quadris, faz ele acariciar seu ventre e depois repousa sua mão no seio esquerdo. Ele aperta com força e ela geme baixinho, como uma loba se preparando para uivar. 

O casal se olha pelo espelho. Os dois estão sérios como se fossem brigar um com o outro. Ambos respiravam forte. Os corações estavam unidos, juntos, batiam no mesmo ritmo de tesão. De ardor. 

Então Larissa, ainda segurando a mão de Pedro, faz o movimento inverso e começa a descer a mão dele pelo ventre novamente. Até chegar na virilha e por fim ele toca na calcinha dela por fora. Larissa então deixa o rapaz livre e segura os cabelos crespos dele com força. Nesse momento Pedro deixa deslizar sua mão para dentro da calcinha, e lá está muito quente. Molhada. Ele toca na buceta dela por cima primeiro, como se estivesse com receio, mas com todo o controle. Quer sentir a pulsação de seu grelo volumoso. 

Depois coloca lentamente o dedo dentro daquela flor encharcada de mel e Larissa solta um gemido único que o embriaga eternamente de tesão. Então Pedro começa a entrar e sair daquela flor cheirosa, úmida, e a pele do corpo de Larissa toda arrepiada. Larissa tira a mão dele de dentro da buceta e faz ele chupar. E ela também chupa, e os dois se beijam. E Pedro recomeça o serviço dentro da calcinha dela. Com a outra mão ele começa a descer a calcinha. Larissa por sua vez pega na pica de Pedro por cima da calça e sente o quanto está dura. 

Quando Pedro sentiu que ela já estava bem excitada, a jogou na cama de casal forrada, retirou sua calcinha totalmente com arrogância e violência, segurou as duas coxas bem firmes e meteu a língua no meio das pernas dela que dessa vez riu, gemeu, e ate derramou lágrimas de prazer. Sua língua tocava aquela flor ora com força e rapidez, ora com lentidão e suavidade. E ia e voltava. Voltava e ia. Os olhos de Larissa perderam a cor. Ficaram brancos, enquanto um sorriso enorme dominava seus lábios polpudos. Vermelhos como o sangue. Como a guerra. Como o amor. 

Larissa segurava a cabeça de Pedro com a duas mãos e empurrava sua nuca para dento de si. Para dentro de todos os sonhos molhados e possíveis. O ventre de Larissa fazia contrações involuntárias. Aos poucos sentia suas pernas ficarem dormentes até não sentir mais as pernas. O corpo inteiro de Larissa tremia. Quando estava perto do ápice, do gozo, Larissa puxa Pedro pelos cabelos para perto de seu rosto e os dois se beijam. Uma língua quente e áspera entra dentro da boca de Larissa. Ele chupa a língua macia dela. Ela chupa a língua dele. 

Então Larissa tira a pica dele de dentro da calça e começa a introduzir dentro de si mesma. Em suas fantasias diz para si mesma: "Eu também sei provocar". 


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Wednesday, 24 January 2024

Hi

 I'm not sure if you are going to 32 or 33, but it doesn't matter at all: what it matters is that you are glad. Good. Healthy. Fine. Working on and hard. You are a fire my respectable friend. My despise and my reason of life. 

Well, congratulations, I wish you all the best and more because you deserve. You made me happy for the rest of my life and your memory gives me strength to keep on fighting.

Today is a special day for you and for me. I'm not sure if you are celebrating your birthday on the day 23, 24 or 25, not sure about South Korea. 

But I know that you were born in Brazil on January 24th. 

Every minute and year that passes I'm more confident that you won't talk to me by any means. You are probably not even reading this content for a long time. 

But those who hate me are eagerly reading it. It's a shame because they envy what I feel about you. They will never get out so complicated relationship: a past relation of love and a current relation of despise.

You might call me selfish, for I am, in fact a selfish one. But I think that the main reason to not talk to me all of those years is because you don't wanna take any chances. 

So it's better to eliminate the threat. Kill it in cold blood and bury it into the ground and bosom of our heart. Deep into our minds and souls. 

This is about me. A selfish person that cannot allow oneself to forget and alleviate this malady.

Wish you are good. I godamn really wish it. 

Hugs. See you in my dreams. 

Sunday, 10 December 2023

Volver a los diecisiete (Mercedes Sosa)

 Volver a los diecisiete

Después de vivir un siglo

Es como descifrar signos

Sin ser sabio competente

Volver a ser de repente

Tan frágil como un segundo

Volver a sentir profundo

Como un niño frente a Dios

Eso es lo que siento yo

En este instante fecundo

Se va enredando, enredando

Como en el muro la hiedra

Y va brotando, brotando

Como el musguito en la piedra

Como el musguito en la piedra, ay sí sí sí


Mi paso retrocedido

Cuando el de ustedes avanza

El arco de las alianzas

Ha penetrado en mi nido

Con todo su colorido

Se ha paseado por mis venas

Y hasta las duras cadenas

Con que nos ata el destino

Es como un diamante fino

Que alumbra mi alma serena

Se va enredando, enredando

Como en el muro la hiedra

Y va brotando, brotando

Como el musguito en la piedra

Como el musguito en la piedra, ay sí sí sí


Lo que puede el sentimiento

No lo ha podido el saber

Ni el más claro proceder

Ni el más ancho pensamiento

Todo lo cambia el momento

Cual mago condescendiente

Nos aleja dulcemente

De rencores y violencias

Solo el amor con su ciencia

Nos vuelve tan inocentes

Se va enredando, enredando

Como en el muro la hiedra

Y va brotando, brotando

Como el musguito en la piedra

Como el musguito en la piedra, ay sí sí sí


El amor es torbellino

De pureza original

Hasta el feroz animal

Susurra su dulce trino

Detiene a los peregrinos

Libera a los prisioneros

El amor con sus esmeros

Al viejo lo vuelve niño

Y al malo solo el cariño

Lo vuelve puro y sincero

Se va enredando, enredando

Como en el muro la hiedra

Y va brotando, brotando

Como el musguito en la piedra

Como el musguito en la piedra, ay sí sí sí


De par en par en la ventana

Se abrió como por encanto

Entró el amor con su manto

Como una tibia mañana

Al son de su bella Diana

Hizo brotar el jazmín

Volando cual serafín

Al cielo le puso aretes

Y mis años en diecisiete

Los convirtió el querubín

Se va enredando, enredando

Como en el muro la hiedra

Y va brotando, brotando

Como el musguito en la piedra

Como el musguito en la piedra, ay sí sí sí


https://www.youtube.com/watch?v=krEMw8E5ZAg



Wednesday, 11 October 2023

The parable of the Wolf

 Once upon a time, a wise old wolf was taking a nap in a sunny meadow when a chatty donkey approached him.


"Hey, Mr. Wolf," said the donkey, "did you know that the grass here is blue?"


The wolf, still a bit groggy from his nap, replied, "Blue grass? No way! It's green, my friend. I can prove it."


And so, the wolf embarked on a mission to convince the donkey that the grass was, indeed, green. He shared a multitude of theories and arguments, but the donkey remained stubborn in his belief that the grass was blue.


Frustrated by the donkey's unyielding stance, the wolf decided to escalate the matter and the donkey, in his turn, took it to the king of the forest, a majestic lion.


"Hey, your majesty," the donkey complained, "the wolf insists that the grass is green, but I know it's blue!"


The lion, resting with his eyes closed, replied nonchalantly, "Indeed, the grass is blue. Please fetch the wolf; I must have a word with him."


Delighted by the lion's support, the donkey rushed to the wolf to deliver the news. Annoyed but obedient, the wolf went to meet with the lion.


In their meeting, the lion sternly addressed the wolf, "I'm going to punish you for telling the donkey that the grass is green."


The wolf was indignant and ready to argue his case when the lion continued, "I'm punishing you not because you're wrong, but because you wasted your time trying to convince a donkey. Donkeys are donkeys, and sometimes it's best not to argue with them. In fact, trying to do so makes you just as stubborn as a donkey. Now, go before I change my mind and have you for lunch!"


Barbosa - The parable of the wolf